Sai de Santa Rosa, na região Noroeste do Estado, com destino a Portugal, no Continente Europeu, o farelo de soja que vai abastecer o comércio local.A exportação é feita pela Camera, que já trabalhava nesta área, mas em outra modalidade. Para Rafael Brun, Gerente da Área Comercial, este posicionamento da empresa em outros países, faz com que cada vez mais se fortaleça a operação industrial em Santa Rosa, através da indústria local, trazendo inúmeros benefícios, como a garantia de empregos e geração de tributos, por exemplo. “É aqui que podemos aumentar nossa operação, este posicionamento em outros países somente reforça isso e garante a sustentabilidade para toda cadeia do agronegócio que estamos inseridos”, disse ele.

Desde 2008 a companhia investiu muito em aquisições e ampliações de plantas para esmagamento de soja. Em 2012 a principal atividade foi a industrial e não mais somente a comercialização de grãos in natura. “Vimos neste período a produção de farelo aumentar muito e com isso surgiu a necessidade de encontrar novos canais de distribuição para este produto. Temos fortes parcerias com as principais tradings, mas sentimos a necessidade de diversificar o nosso modelo de distribuição. Não é simplesmente uma exportação, foi todo um trabalho criado buscando atender a necessidade do consumidor final, a indústria que consome nossos produtos para nutrição animal, na Europa. É o farelo,originado pela resultado do processamento da soja dos agricultores de Santa Rosa e região levado diretamente ao consumidor final, sem passar por intermediários garantindo assim a sua procedência”, destacou o Gerente.

De acordo com ele, o que definiu a escolha por Portugal foram motivos simples, mas importantes. Rafael explica que o primeiro deles foi a língua, fundamental para entender todas as particularidades fiscais/tributárias e segundo, a parceria feita com uma empresa de lá, ligada a CAL (Câmara Agrícola Lusófona) que tem por objetivo incentivar a comercialização de commodities agrícolas entre os países que falam a língua portuguesa.

O primeiro navio para Portugal partiu no dia 26 de fevereiro e chegou em 18 de março com 20 mil toneladas de farelo de soja.  A empresa já está programada para enviar mais do produto em outro navio no início de junho. O projeto da Camera é de exportar para aquele país pelo menos 100 mil toneladas em 2013. De início, apenas farelo de soja tem sido exportado, mas Rafael salientou que já há bastante demanda por milho, trigo e arroz. “Provavelmente avançaremos com estes produtos em breve”, disse ele.

A intenção da empresa é avançar cada vez mais e estar presente, atendendo a demanda de produtos no mercado internacional. “Queremos aumentar nossa presença em países que criem sinergia com o nosso negócio e que retornem em benefício para nossos fornecedores, os agricultores e os consumidores”. Por isso, a meta é estar ativos na exportação, já que é ela, em sinergia com a atividade industrial, que garante a sustentabilidade de negócio da empresa.

Além de Portugal, existe ainda, a possibilidade de passar a exportar o farelo que é feito em Santa Rosa, para países como a Alemanha, França, Itália e Holanda. O gerente explica que o foco é na Europa, onde o consumo já é muito grande. Além disso, a Camera pode ampliar o número de produtos ofertados, como aqueles que já tem procura no mercado, ou seja, milho, trigo e o arroz.

A Camera que já trabalhava com exportações, traz agora com Portugal, um grande diferencial. Rafael Brun explica que antes, eram exportadores na modalidade FOB Estivado, ou seja, entregava o produto no porto de Rio Grande e as multinacionais eram responsáveis por fazer o afretamento marítimo e a entrega ao consumidor final. Já este projeto de exportação para Portugal é na modalidade CIF, ou seja, a Camera faz tudo: transporta os produtos até o porto de Rio Grande, faz o afretamento marítimo, descarrega o navio no porto de destino e entrega ao consumidor final.

por Micheli Armanje