A audiência realizada na quinta-feira, 7, no gabinete do prefeito Alcides Vicini, que teve alguns momentos tensos, encaminhou o encerramento à polêmica gerada em torno da localização do Camelódromo. Bolinha, presidente da Câmara que vem buscando conciliação entre as partes, propôs a execução do projeto na Praça 10 de Agosto, na parte frontal à Travessa Butantã. “Depois de uma reflexão, acabei convencido de que a proposta alternativa é o melhor local para concentrarmos os camelôs. O projeto original deverá sofrer adequações e estamos prontos a determinarmos isso à área de Planejamento da Prefeitura, contanto que os camelôs não se oponham”, resumiu Vicini.

O representante dos camelôs, Vilmar Zancan, reunido à tarde com Bolinha, depois de uma reunião com a classe que debateu a questão, aceitou a proposta.

O impasse criado em torno da localização da futura obra colocava de um lado os empresários, que defendem a preservação da Praça da Bandeira, e de outro lado os camelôs que rechaçam a construção do camelódromo nas proximidades do Mercadão Público. Em outra avaliação, Vicini acha até que o fluxo de pessoas no local alternativo é bem maior do que na praça central da cidade. Vê como outro aspecto positivo o expressivo público que se concentra durante os finais de semana no Parcão. “Não prejudica a questão urbanística e atende os interesses dos camelôs”, avaliou. Segundo o prefeito, os empresários representados na reunião aceitaram que a execução do projeto ocorra na Travessa Butantã. “Estamos felizes pelo desfecho conciliador”, declarou Bolinha entusiasmado.