No rastro da evolução tecnológica estas empresas foram transformadas em verdadeiras montadoras de máquinas agrícolas. Tudo começou com a AGCO do Brasil, de Santa Rosa, ainda na década de 90. A John Deere do Brasil, com sede em Horizontina, segue hoje o mesmo caminho.
O caminho da terceirização levou a criação de um conjunto de empresas satélites produtoras dos mais variados tipos de peças e componentes utilizadas nestas máquinas.
A preocupação em contar com equipamentos de alta tecnologia permite às empresas executar sofisticados processos na fabricação de peças com os mais variados tipos de materiais. Tornos CNC e centros de usinagem permitem a produção de peças e ferramentas de alta qualidade. Máquinas laser de precisão, puncionadeiras, dobradeiras, entre outras, permitem a conformação dos mais variados materiais, de acordo com as necessidades dos clientes.
O apoio das administrações municipais, de instituições de ensino profissionalizante e de instituições voltadas ao apoio de pequenos empreendimentos existentes na região ajudou a alavancar a expansão e qualificação do setor. As empresas do pólo metal-mecânico da região desenvolveram sistemas que asseguram a qualidade das peças e ferramentas produzidas. Grande é o número de empresas certificadas de acordo com as normas ISO, que conferem maior confiabilidade a seus produtos e serviços. Mesmo as empresas que não alcançaram ainda esta certificação desenvolvem programas de qualidade baseados em princípios, entre outros, como os do Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade. O alto nível tecnológico das empresas permite as empresas atenderem não apenas as necessidades das montadoras de tratores e colheitadeiras e dos principais fabricantes de implementos agrícolas do estado. Estão elas qualificadas a fornecer peças e componentes para outras empresas, inclusive do setor automotivo.