A sociedade local foi formada por descendentes dos mais diversos grupos étnicos que aqui se estabeleceram. Entre os mais expressivos quantitativamente, destacam-se:

Caboclos: descendentes do cruzamento entre indígenas e portugueses. Trabalhavamnos ervais e na extração da madeira, quando a terra ainda não era usada para a agricultura.

Negros: em algumas fotos antigas da colonização de Santa Rosa, pode-se notar claramente a presença do negro junto aos demais trabalhadores, vindos para a construção da Estrada de Ferro e do Quartel Militar, provenientes, em sua maioria, da região de Cruz Alta e de municípios da fronteira, como Livramento e Uruguaiana. Como os negros, após a libertação, não possuíam sobrenome, passaram a adotar o de seus patrões ao fazerem seus registros em Cartório Civil. Por isso, grande número de negros possuía sobrenome de diversas raças.

Alemães: as crises econômicas empobreciam a população nos Estados alemães. Faltavam empregos e os impostos eram pesados demais para os camponeses e para os trabalhadores das cidades. Buscando melhores condições de vida muitos vieram para o Brasil. A partir de 1824 até 1950, depois da II Guerra Mundial, fixaram-se no Brasil cerca de 300 mil alemães. No Rio Grande do Sul, o governo pretendia povoar o território com a fixação do imigrante a terra, formando colônias que produzissem alimentos necessários ao consumo da população. A colonização oficial da região iniciou com as demarcações do núcleo urbano nos lotes rurais nas matas da Bacia do Rio Uruguai, junto ao rio Ijuí. Os núcleos coloniais foram chamados de "Colônias Novas", como é o caso de Ijuí (1890), Erechim (1908), "14 de Julho", atual Santa Rosa (1914).

Italianos: no século XIX, a Itália passava por um período econômico-social difícil, estando entre os países europeus mais pobres. O desenvolvimento capitalista no campo concretizou a posse das terras, expulsando grande número de pequenos proprietários. Sem emprego nas cidades, muitos italianos foram obrigados a procurar trabalho e vida melhor fora da Itália. Muitos se fixaram no Rio Grande do Sul, aproveitando as terras que o governo Imperial distribuía no Estado, para garantir a ocupação do território. O governo imperial fundou, entre 1870 e 1875 as primeiras colônias no país. Em 1890, ocorre a fundação das "Colônias Novas" nas matas da Bacia do Rio Uruguai, aonde vieram se fixar os descendentes das "Colônias Velhas", iniciando por Ijuí (1890), Erechim (1908) e Santa Rosa (1915).

Poloneses: o primeiro grupo de imigrantes poloneses chegou ao Brasil por volta de 1894 e, estabeleceu-se no litoral. O segundo grupo, estabeleceu-se no centro do Estado. Para a nosso região vieram os poloneses do terceiro grupo, que também se dirigiram para Guarani das Missões, Três de Maio e outras localidades. Vindos à procura de terras e trabalho, desembarcavam na Ilha das Flores, no Rio de Janeiro, onde uma pessoa os recebia com o número dos lotes, indicando a sua localização. Deslocava-se para Porto Alegre, de onde partiam para nossa região de trem, a pé ou em carro de bois. Suas primeiras atividades foram à construção de estradas, abertura de picadas e construção de pontilhões. Dedicaram-se, também, à construção de escolas e a agricultura (feijão, lentilha, milho).
Fonte: etnias organizadas e Site da prefeitura de Santa Rosa.